O prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), manifestou discordância às restrições impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à licitação do Terminal STS 10, no Porto de Santos, e classificou as exigências como contraditórias diante da relevância estratégica do complexo portuário para a economia nacional e, claro, de toda a Baixada Santista.

A declaração foi feita ao comentar reuniões recentes sobre o tema, incluindo agenda com o ex-senador e ministro do TCU, Antonio Anastasia, relator do processo de concessão da área para o STS 10.

Segundo o prefeito, ao tratar do STS 10 com Anastasia, questionou diretamente a lógica das limitações previstas no modelo de edital que a Antaq e o MPor devem referendar. Rogério afirmou que o próprio ministro relator concordou com a avaliação e se posicionou contra a adoção de restrições excessivas, impedindo empresas atuantes hoje no porto e até amadores de reputação mundial, destacando que o relatório base da Antaq sobre a licitação do terminal já refletia esse entendimento.

Para o chefe do Executivo santista, há um desequilíbrio evidente entre o rigor limitante aplicado a esse grande projeto de logística portuária e a realidade enfrentada pelos municípios em concorrências de menor porte.

Rogério Santos comparou o processo federal com obras municipais como creches, escolas e unidades de saúde que, mesmo com investimentos bem menores, enfrentam exigências burocráticas amplas e longos prazos, muitas vezes resultando em prejuízo social.

“O Porto é um ativo enorme, com operadores globais altamente qualificados, que poderiam agregar mais valor à União no leilão e beneficiar toda uma região com seus investimentos. Ainda assim, impõem-se restrições".

"Já o município, que investe valores muito menores, passa por um transtorno enorme, com atrasos, revisões e perda do valor real da obra ao longo do tempo”, argumentou.

O prefeito também alertou que impor limites na concorrência no STS 10 pode afastar grandes players internacionais e reduzir a competitividade do certame, impactando diretamente a arrecadação federal da outorga e a eficiência do Porto de Santos.

Para ele, o setor portuário exige qualificação técnica elevada, o que, por si só, já funcionaria como filtro natural, dispensando barreiras adicionais.

A discussão sobre o STS 10 ocorre em um momento decisivo para o futuro do Porto de Santos, que busca ampliar capacidade na área de contêineres, atrair investimentos em modernizações operacionais e manter sua posição como principal complexo portuário da América Latina.

A expectativa da administração municipal é que o Executivo Federal reveja os critérios da licitação, garantindo maior competitividade e retorno econômico, sem comprometer a segurança jurídica do processo.

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Essa reportagem foi contextualizada com parte da entrevista concedida pelo prefeito de Santos, Rogério Santos, ao programa Ponto de Vista, veiculado em December 30, 2025. No programa, o prefeito comentou sobre as restrições impostas pelo Governo Federal na licitação do Terminal STS 10 do Porto de Santos.

Confira no vídeo o posicionamento completo de Rogério Santos e assista à íntegra do programa em nosso Canal do YouTube.

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