O Porto de Santos fechou o ano de 2025 com o melhor resultado da sua história. A movimentação de cargas atingiu a marca de 186,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% sobre o recorde estabelecido no ano anterior (179,8 milhões de toneladas). Os destaques de exportação foram o suco de laranja, carnes, milho e veículos, entre outros produtos, além da importação de itens essenciais para a economia e logística nacional, como fertilizantes, que têm impacto direto no agronegócio. O complexo de soja também apresentou um bom desempenho ao movimentar 44,9 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 18,9%, acompanhado da celulose, que teve alta de 21,5%, atingindo 9,9 milhões de toneladas.
Em relação aos investimentos planejados para preparar o Porto de Santos para o futuro, a Autoridade Portuária de Santos(APS) pontuou que em cinco anos serão destinados R$ 12,5 bilhões a obras que pretendem atender à demanda crescente de todos os tipos de carga. Entre as obras citadas estão o Túnel Santos-Guarujá; o Derrocamento(retirada de rochas do canal de navegação) que permitirá a dragagem de aprofundamento do canal de 15 metros para 16 metros, atraindo embarcações maiores; melhorias viárias na perimetral em Santos e avanço dos projetos da construção de dois novos viadutos na Alemoa e da perimetral do Guarujá.
Além disso, também será implantado o VTMIS (sistema com câmeras, radares e sensores, entre outros equipamentos) que permitirá mais eficiência nas operações, segurança na navegabilidade e apoio no combate a ilícitos; reforço de berços de atracação da Ilha Barnabé e a revitalização da região do Parque Valongo que receberá um moderno terminal de cruzeiros, em substituição ao atual.
Sobre essas obras, o presidente da APS, Anderson Pomini, pontuou que elas acontecem em várias frentes para preparar o Porto para o crescimento da demanda: "São intervenções fundamentais para que o Porto de Santos possa avançar em logística, reduzir custos e emissões, ampliar a movimentação de cargas e manter sua importância para o desenvolvimento do Brasil". Ele concluiu reiterando que as obras ainda aumentam a conexão Porto-Cidade, beneficiando moradores e a economia da Baixada Santista.
A APS também afirmou que alinha suas ações à agenda global do clima e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) da ONU, buscando integrar as questões climáticas à estratégia da APS. A empresa firmou memorando de entendimento com a Valenciaport, no qual se comprometeu a viabilizar abastecimento mútuo com combustíveis não poluentes. A energia é 100% renovável, gerada pela própria Usina Hidrelétrica de Itatinga, que atualmente gera energia para o complexo portuário. A usina passa por um processo de repotencialização, que inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro, que poderá abastecer máquinas e veículos no complexo.
Ainda a respeito da sustentabilidade, outras iniciativas de destaque são o Índice de Eficiência e Sustentabilidade Portuária (IESP) e Desconto para Navios Verdes, que é um mecanismo de descontos tarifários para operadores portuários que adotam práticas sustentáveis, como a elaboração de inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE). Além disso, a APS firmou um contrato com a Fundação Valenciaport para a elaboração de um Plano de Descarbonização e de um Plano Diretor Energético (PDE) para o Porto de Santos, que prevê a entrega dos estudos no prazo de 22 meses.
