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Guerra comercial impulsiona prêmios da soja brasileira

Entenda o impacto da demanda chinesa

17/03/2025 15h15
Por: Redação
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A tensão comercial entre Estados Unidos e China continua a transformar o mercado global de commodities, e o Brasil surge como um dos grandes beneficiários desse cenário.

Com a imposição de tarifas sobre a soja americana pela China, a demanda pela oleaginosa brasileira disparou, elevando os prêmios de exportação nos principais portos do país. No Porto de Santos, por exemplo, os prêmios já atingiram US$ 0,75 por bushel para embarques em maio, refletindo a urgência chinesa em garantir suprimentos.

Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, explica que a China enfrenta desafios logísticos e de abastecimento, o que a obriga a buscar alternativas no mercado brasileiro. “A nova política alfandegária chinesa aumentou o tempo de entrega da soja para até 20 dias, criando uma corrida por estoques. O Brasil é hoje o único fornecedor capaz de atender essa demanda”, destaca.

Porto de Santos como epicentro das exportações: cenário atual e projeções

O Porto de Santos, principal hub de exportação de soja do Brasil, tem registrado prêmios positivos de 65 a 75 centavos por bushel, dependendo do mês de embarque. Esse movimento é impulsionado não apenas pela demanda chinesa, mas também por fatores como a taxa de câmbio e as condições logísticas portuárias.

João Birkhan, presidente da Sin Consult, ressalta que os prêmios já estavam em alta antes mesmo da escalada da guerra comercial, mas a imposição de tarifas pela China sobre a soja americana acelerou esse processo. “A China precisará cobrir no Brasil toda a demanda que antes era atendida pelos EUA. Isso mantém os prêmios firmes, com tendência de se sustentarem entre 65 e 75 centavos nesta safra”, projeta.

Impacto da guerra comercial no mercado global de soja e no Brasil

A decisão da China de impor tarifas de 10% sobre a soja americana não apenas redirecionou o fluxo comercial, mas também colocou o Brasil em posição estratégica. Daniele Siqueira, da AgRural, explica que, apesar da expectativa de uma safra recorde no Brasil, os prêmios devem se manter firmes devido à pressão sobre as cotações em Chicago e à demanda chinesa.

Em 2018, durante a primeira guerra comercial entre EUA e China, os prêmios da soja brasileira chegaram a 200 pontos positivos, um recorde histórico. Embora não se espere um salto semelhante neste ano, o cenário atual reforça a importância do Brasil como player global no mercado de grãos.

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Este texto foi desenvolvido pela redação do Jornal Portuário, para engajar o público do setor portuário e logístico, com informações exclusivas, garantindo originalidade e relevância.

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