O Túnel Santos-Guarujá, uma das demandas mais antigas do litoral paulista, está finalmente saindo do papel. Com leilão marcado para 1º de agosto de 2024 e previsão de conclusão em 2028, a obra promete revolucionar o deslocamento entre as duas cidades, substituindo as tradicionais balsas (que levam 18 minutos, sem contar a espera) e o trajeto rodoviário de 60 minutos por uma travessia de apenas 2 minutos.
A estrutura, que será a primeira conexão submersa do Brasil, terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros sob as águas do canal de Santos. O projeto, orçado em R$ 6 bilhões, é a maior obra do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e também integra o PPI-SP (Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo).
O túnel será construído com seis módulos pré-moldados de concreto armado, cada um com 145 metros de comprimento. A estrutura terá:
- 33,16 m de largura total, divididos em:
Três faixas viárias (3,5 m cada) – uma delas reservada para um futuro VLT
Uma galeria central (5 m) para pedestres, ciclistas e cabos de energia
- Altura livre de 5,5 m, permitindo a passagem de veículos de grande porte
- Proteção contra impactos com camadas de pedras sobre o túnel
A profundidade de 21 metros garantirá que navios de grande porte continuem navegando sem restrições pelo Porto de Santos. Além disso, o túnel terá:
Portas de emergência a cada 150 metros
Centro de Controle Operacional nas duas margens
Estacionamentos operacionais e acesso seguro para pedestres e ciclistas
A construção exigirá:
- Dragagem de 2,8 milhões de m³ de sedimentos
- Montagem dos módulos em doca seca e imersão controlada no canal
- Adequação de 3 km de vias terrestres
Com 21 mil veículos, 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres utilizando diariamente as balsas, o túnel trará:
✔ Redução drástica no tempo de travessia
✔ Alívio no tráfego rodoviário
✔ Mais segurança e eficiência no transporte
O edital da PPP (Parceria Público-Privada) será lançado em 27 de junho, com o governo de São Paulo liderando o processo. Quando concluído, o Túnel Santos-Guarujá não só resolverá um problema histórico de mobilidade, mas também impulsionará o desenvolvimento econômico e logístico da região.
Este texto foi desenvolvido pela redação do Jornal Portuário, para engajar o público do setor portuário e logístico, com informações exclusivas.