Após dois anos consecutivos liderando as exportações brasileiras, a soja perdeu sua posição de destaque em 2025, sendo ultrapassada pelos óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus. A queda reflete um cenário desafiador para o agronegócio nacional, marcado pela redução na quantidade exportada e no preço médio da tonelada embarcada.
Em números, a soja gerou US$ 43 bilhões em receitas com exportações, uma queda de 20% em comparação ao ano anterior. Essa é a primeira redução nos últimos cinco anos, revelando um cenário de retração no mercado global do grão. O volume exportado caiu 3%, passando de 102 milhões para 99 milhões de toneladas, enquanto o preço médio da tonelada sofreu uma redução de 17%, diminuindo de US$ 522 para US$ 434.
Apesar da queda, a soja manteve uma participação significativa na pauta de exportações, representando 13% da receita total gerada pelo Brasil no mercado externo, que somou US$ 337 bilhões em 2024.
O Mato Grosso continua como o maior exportador do grão, respondendo por US$ 10,7 bilhões em receitas no ano passado. Outros estados de destaque incluem o Paraná, com US$ 5,3 bilhões, seguido por Rio Grande do Sul (US$ 4,7 bilhões), Goiás (US$ 4,6 bilhões) e Minas Gerais (US$ 2,9 bilhões). Esses estados formam o eixo principal da produção de soja no país e foram diretamente impactados pelas mudanças no mercado internacional.
Enquanto a soja recuou, o petróleo avançou e assumiu a liderança na pauta de exportações, refletindo a crescente relevância do setor de energia para a economia brasileira. Essa transição destaca a importância de diversificar a base econômica do país e aproveitar as oportunidades em diferentes mercados globais.
Embora os desafios para o setor de grãos sejam significativos, o Brasil continua sendo um dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo, com potencial para recuperar terreno diante de eventuais mudanças na demanda internacional.
#SojaBrasileira, #Exportações2025, #PetróleoNoTopo, #Agronegócio, #EconomiaBrasileira