O tão aguardado Túnel Santos-Guarujá, primeiro túnel rodoviário imerso do Brasil, está finalmente saindo do papel. Com potencial para revolucionar o deslocamento entre duas das principais cidades do litoral paulista, o empreendimento promete oferecer uma alternativa mais rápida e eficiente para carros, caminhões, bicicletas, pedestres e até veículos de transporte público. Atualmente, a travessia entre Santos e Guarujá é feita por balsas, que cobram tarifas, ou por uma rodovia de aproximadamente 40 quilômetros, que demanda tempo e recursos.
O túnel, com 1,5 km de extensão (sendo 870 metros imersos), contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados para ciclistas e pedestres. Quando concluído, o trajeto entre as duas cidades será reduzido para menos de 5 minutos de carro, beneficiando milhões de moradores e turistas da região.
O governo do estado de São Paulo já publicou o edital para o leilão que definirá a concessionária responsável pelo projeto executivo, construção, manutenção e operação do túnel por 30 anos. A empresa vencedora terá a tarefa de implantar a infraestrutura e garantir sua funcionalidade, com parte da remuneração proveniente da cobrança de pedágios no sistema free flow.
A tarifa inicial será equivalente ao valor atual da balsa: R$ 12,30 para veículos de passeio (ida e volta), com meia-tarifa para motos. No entanto, é importante destacar que esse valor será reajustado anualmente, seguindo índices próximos à inflação do país. O sistema free flow promete agilizar a cobrança, eliminando filas e otimizando o fluxo de veículos.
O Túnel Santos-Guarujá não é apenas uma solução para o trânsito local; ele tem o potencial de transformar a logística e a economia da região. Atualmente, mais de 21 mil veículos, 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres utilizam diariamente as balsas para cruzar as duas margens. Além disso, cerca de 10 mil caminhões enfrentam os 40 km de rodovia para realizar o mesmo trajeto. Com o túnel, esse fluxo será significativamente reduzido, beneficiando empresas de transporte, logística e comércio.
A obra também deve impactar positivamente o turismo, já que Santos e Guarujá estão entre os destinos mais procurados por moradores da região metropolitana de São Paulo. Com uma travessia mais rápida e eficiente, espera-se um aumento no número de visitantes, impulsionando a economia local.
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