O Porto de Santos, esse colosso logístico que se orgulha de ser o maior da América Latina, tem sido um verdadeiro espetáculo de acidentes e imprevistos. Entre passarelas que decidem se aposentar de repente na Rodovia Anchieta e embarcações que resolvem se cumprimentar de forma um pouco too close no mar, fica a dúvida.
Será que o porto está mesmo preparado para ser o protagonista de tantos plot twists? E, diante desse cenário digno de filme catástrofe, só nos resta agradecer que a escolha para a travessia Santos-Guarujá foi por um túnel submerso e não por uma ponte. Até esse momento! Afinal, quem precisa de mais uma estrutura suspensa para dar problemas, não é mesmo?
Boa leitura!
Imagine o Porto de Santos como um grande organismo vivo, onde as vias de acesso são as artérias que transportam o sangue vital para o funcionamento do corpo. Só que, nesse caso, o corpo parece estar sofrendo de uma combinação perigosa de pressão alta e artérias entupidas.
A queda da passarela na Anchieta foi como um coágulo que resolveu dar uma pausa no fluxo, causando um caos digno de novela das nove. Já os acidentes marítimos são aquelas arritmias cardíacas que, se não forem controladas, podem levar a um infarto completo. E, convenhamos, o Porto de Santos já está no grupo de risco faz tempo.
Nesse contexto, a decisão de construir um túnel em vez de uma ponte parece ter sido a única coisa que deu certo nessa história toda. Pontes, embora lindas e fotogênicas, são como aqueles relacionamentos instáveis: um vento mais forte e já começam a tremer.
Já o túnel, esse herói submerso, promete ser a solução estável e segura que todos precisamos. Mas, claro, isso só se ele não for vítima da mesma gestão que achou normal um Parque de Diversão com Roda-Gigante, no caminho logístico.
A queda da passarela na Anchieta foi aquela chamada de atenção que ninguém pediu, mas todo mundo precisava. Se uma estrutura relativamente simples como uma passarela pode colapsar, o que esperar de um túnel que terá que aguentar o peso de milhares de veículos, incluindo caminhões que parecem ter saído de um filme do Transformers?
A manutenção e a fiscalização precisam ser tão rigorosas quanto a paciência de quem fica preso no trânsito da região. E, claro, não podemos esquecer do impacto ambiental e social, porque nada como uma obra gigante para deixar todo mundo feliz, certo?
Os acidentes marítimos também não ficam atrás. Colisões entre embarcações, vazamentos de combustível e outros incidentes são como aqueles pequenos deslizes que todo mundo ignora até que vira um problema gigante. É tipo aquela fissura no dique que ninguém conserta até que a cidade inteira vire um aquário. E, convenhamos, ninguém quer ver o Porto de Santos virar um episódio de "O Mundo sem Ninguém".
Portanto, a construção do túnel entre Santos e Guarujá é, sim, uma decisão acertada. Mas, vamos combinar, não é uma solução mágica. É preciso investir em infraestrutura, tecnologia e, principalmente, em gestão – porque de nada adianta ter um túnel moderno se a gestão continuar parecendo um quebra-cabeça montado de olhos fechados. Ainda bem que é túnel e não é ponte, mas a pergunta que fica é: será que o Porto de Santos está mesmo preparado para essa nova etapa? A resposta, como sempre, dependerá das ações que forem tomadas. Ou, no caso, das ações que não forem tomadas.
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