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O Canal do Panamá sob novos donos

A mudança de controle desses portos não é um simples...

06/03/2025 15h46
Por: Redação
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Controle de um dos maiores corredores comerciais do mundo. A CK Hutchison, conglomerado de Hong Kong, está se desfazendo de sua participação majoritária em portos críticos ao redor do Canal do Panamá.

Quem vai assumir o leme dessa operação é um consórcio liderado pela gigante americana BlackRock. O que está por trás da transação de US$ 23 bi não é apenas dinheiro — mas também geopolítica.

A mudança de controle desses portos não é um simples negócio financeiro. São 43 portos espalhados por diferentes países, incluindo os principais terminais em ambos os extremos do Canal do Panamá — Balboa e Cristobal.

Os Estados Unidos, que têm grandes interesses nesse ponto estratégico, já levantaram a preocupação de que a China teria demasiada influência sobre a região. A venda dessas operações parece ter sido, em parte, uma resposta a esse cenário tenso.    Imagem: Paulo Figueiredo Show
Por que isso é importante? Porque o Canal do Panamá não é só um ponto de passagem para mercadorias, é um elo vital para o comércio global. Aproximadamente 70% do tráfego que transita por lá está vinculado aos Estados Unidos.

O país, que supervisionou a construção do canal no início do século XX, já havia se livrado do controle formal sobre a via aquática em 1999. Mas, como sempre, os olhos continuam atentos.
O consórcio que agora assume inclui não apenas a BlackRock, mas também sua subsidiária Global Infrastructure Partners. Este movimento pode dar aos EUA não apenas o controle de uma infraestrutura estratégica, mas também um novo posicionamento diante das críticas que vinham da administração Trump.

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